segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sou uma motocicleta


São 14h27min, no meio da sala ela decide se encara as mais diversas tarefas que lhe tomariam o dia rapidamente, ou se entrega outra vez a vontade do nada, largada na cama... Enquanto isso resolve relaxar com um pouco de música, música urbana. Sente-se feliz, inicia ali o tal balanço mental sobre os últimos dias – atípicos esses – Por um momento pensa: “ainda não estou pronta pra saber a verdade, ou não estava até uma estação atrás” e não, isso não era uma comédia romântica.

Mas a verdade estava ali, nua e crua diante de seus olhos, que então seja dita: tudo que foi dito foi pesado. Cada um pegou seus quilos de verdade e saiu feira afora, se equilibrando com seus sacos de franquezas e pequenas mágoas. Não teve jeito, a verdade agiu com a mesma sutileza de motocicletas querendo atenção às 03 da manhã.

Enquanto digita o que pensa para não perder a linha de raciocínio (tá eu sei parece piada, mas sim, nossa amiga ainda consegue raciocinar, ok?!). Ela percebe que está usando o seu tempo de maneira muito favorável, embora as rugas no espelho digam o contrário. Ela não saiu para fazer as dezenas de coisas (banco, academia, supermercado, etc.) e também não ficou trancada na penumbra do quarto se fingindo de morta. Ela fez aquilo que mais gosta de fazer: ouviu música, dançou, cantou e escreveu!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Que tempero faltou?


Relações começam e acabam a todo o momento, alguém já parou pra tentar descobrir o porquê disso? Com certeza, essa já deve ter sido pauta de muito texto que rola por aí. Como não gosto de ficar para trás (outra pauta para debater dia desses), vou dar a minha visão a respeito de.

As relações podem começar de um jeito “tradicional”, inusitado, com excitação, com um sorriso de amigo que quer ser colorido, ou do jeito torto, com terrível antipatia pela pessoa, no entanto, com forte atração, entre outras tantas maneiras.

*Tradicional apareceu aspado porque nesse contexto há muita coisa, o sentido é abrangente, é baseado na tradição. Num mundo tão amalgamado, diverso e profuso de tradições, fica quase impossível definir esse tipo de relação.

Talvez aquela relação que começou tão bem, tão apaixonada tenha se perdido na falta de algo. Seja a falta da docilidade das palavras, do salgado suor dos corpos estremecidos, das insossas brigas que mais serviam para encher de puro mel a reconciliação (sim, bem piegas e clichê essa parte, mas e quem disse que a pieguice não existe mais nas relações?). Ou talvez tenha faltado um ingrediente que para uns é forte demais para estar no cardápio e que para outros é o que há de melhor: faltou pimenta!

Aquele que aprecia tal condimento se delícia com o ardor que insensibiliza a língua, esquenta os lábios, provoca fogo por todo o corpo e te faz sentir o ar mais necessário, a água mais vital. Ao contrário desses estão aqueles que não suportam o estado tórpido que a pimenta lhe causa. O calor que o corpo fica pode lhe explodir pulmões, estômago e até o coração. Não esses jamais saberiam lidar com reações tão fortes e ardentes!

Geralmente, as relações com abundância em açúcar tendem a desmoronar num período de sete meses no máximo. As que abusam do sal, por incrível que pareça, tendem há durar um pouco mais que as docinhas, não muito, ou o suficiente pra que uma das partes dê jeito de apimentar sozinha a relação. Quer saber? É sempre bom ter um estoque razoável de doce, um bom tanto de sal e aquela quantidade e tipo de pimenta certa para temperar tudo e fazer com que dure mais do que o tempo “tradicional”.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ainda aqui!


Tenho tentado escrever e deixar esse blog atualizado, mas confesso que está difícil (essa frase já foi dita aqui). Outro dia falei pra um amigo que estava sofrendo um bloqueio criativo. Hoje vejo que não é exatamente isso e chego à conclusão de que preferia estar sofrendo o tal bloqueio. Mas o fato é que minha mente tem trabalhado tão incansavelmente que não dou conta de colocar no papel o que deve ou pode ser colocado – no papel é maneira de dizer, vocês sabem que me refiro ao tal Microsoft Word versão super atualizada -

Passei dias incomuns, criei situações inusitadas, não tive um dia sequer de rotina. Acordei querendo dormir pra sempre e dormi querendo que a noite não tivesse chegado. Depositei toda a minha vida num momento e vi que não era o momento certo. Deixei o momento certo pra mais tarde, pois ainda há muita vida pra ser depositada. Descobri o quão insano pode ser meu maior lance de lucidez... E sim, vi que quanto mais tempo demoro pra escrever o que penso, mais confuso e trabalhoso é fazê-lo.

Mas hoje, só hoje, resolvi escrever sem pressão, sem esforço intelectual, sem muita comiseração pela gramática. Escrevi porque fiquei a fim de e ponto! E quanto aos meus dias, minhas histórias novas, as “maluquices” que me acometeram no decorrer das últimas semanas... Ah, isso eu falo outra hora!

Beijos e boa semana pra quem lê, pra quem não lê, pra quem precisa de uma boa semana oras!!!

terça-feira, 14 de julho de 2009

É e muito!


Eu que já tinha aquele tipo de quedinha homérica pelo ator Daniel de Oliveira - não apenas pelo talento como também por aquela carinha perfeita - não poderia deixar de postar o conteúdo da cena que foi apresentada hoje na minisérie Som e Fúria, da rede Globo


“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”

Brandura!


Menino destinado a me serenar, tão alheio ao meu caos existencial que me faz ser outra, uma outra que eu gosto, que me deixa a vontade para pensar o que quiser, me permitir, me ver, ela sim... a verdadeira eu!

De sorriso doce, trazendo consigo aquela inquieta ânsia que se percebe ao balanço contínuo das pernas - puxa que pernas - Ele desmonta qualquer pensamento desnecessário com um abraço aconchegante e um beijo ardente... Que combinação perfeita essa, deixa tudo a um passo do inevitável!

E que o inevitável torne-se necessariamente fatal e contínuo conforme a pele clamar! Vivacidade, mistura de muita coisa que misturada é um grande problema ou uma intensa delícia!

Lá vem ele, deixa tudo parecer fácil, simples... é isso que o torna encantador, embora outras qualidades absolutamente visíveis a olho nu possam também se destacar. Para ele você pode falar tudo que estiver com vontade de falar e se optar pelo silêncio ele entende a mensagem e entra na mesma sintonia, é praticamente uma lenda!

Claro que esse lindo menino tem que saber desde já que as coisas para você, com você acontecem exatamente do seu jeito, nada pode sair diferente. Embora use artimanhas para tentar te convencer de estar especialmente a maneira que lhe agrade, no final, com uma insistência excitante te convence a fazer o que de melhor você sabe fazer!

O mais importante é que ele vai estar ali, sempre que sua mente estiver acelerada demais, ele voltará a te serenar por inteiro – deixando o ar com aroma de maçã e canela! Ah, esse menino!

Marcadores:

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vai embora logo!


Estou postando agora sob efeito de forças desconhecidas, já que meu estado está lastimável e a minha única vontade é de ficar na cama, debaixo das cobertas. Sim, ela chegou até mim: a maldita gripe! No começo achei que fosse um resfriadinho bobo, ou até umas das conhecidas crises de rinite, ledo engano!

Nesse domingo que passou ainda me arrisquei a desafiá-la, saí de casa, fui passear na Lagoa formosa, visitei uma feira de artesanato, tirei algumas fotografias, comprei alguns livros, comi uma deliciosa torta de limão num daqueles cafés charmosos e cheios de gente interessante...Enfim, um dia super agradável.

Aproveitei para fazer um balanço dos acontecimentos da semana, e caramba... Quanta descoberta!Ainda estou processando as informações e as colocando em ordem dentro de mim. O que posso adiantar é que decidi muitos pontos importantes da minha vida pessoal e profissional. E a melhor parte: sem precisar gastar grana com analista ou terapeuta, aliás, nem meus calmantes eu tenho tomado! Mandei embora uma série de fantasmas que rondavam minha vida, mandei embora aquilo que não me deixava ser eu mesma por algum motivo ou outro. Agora só falta mandar embora essa porcaria de gripe: vai embora logo!!!

E quanto aos meus poucos queridos leitores: se preparem, vai rolar muita novidade por aqui! Bjos

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Verdade ou inconseqüência


Verdade que para deixar de amar alguém temos que amar outra pessoa?
Inconseqüência...

Primeiro que não precisamos parar de amar alguém, se não sofrermos por esse alguém já basta, pronto!

Sair da mesmice, se arriscar numa nova relação é maravilhoso e inconseqüente? Verdade...

Mas e quem disse que precisa estar tudo no escript? Que tudo tem que ser como o planejado, aliás, que mania é essa de planejar toda uma vida? Isso sim é uma inconseqüência...

Deixar alguém que te ama loucamente por uma paixão arrebatadora e completamente sem nenhuma garantia futura é uma verdadeira inconseqüência, mas...
Quem disse que a paixão é segura? Quem disse que um amor louco dura para sempre?

A verdade é que somos seres programados para amar, apenas nos esqueceram de enviar o manual. Muitas vezes o programa sai do ar, trava, confunde as informações previamente inseridas, uma espécie de “tilti”, inoperante. É aí que reiniciamos tudo!

Seria inconseqüente da minha parte banalizar um sentimento tão nobre como o amor comparando-o a um computador por exemplo. Só usei essa linguagem porque diante de uma era em que quase tudo se consolida pela internet, achei que seria mais fácil a metáfora.

Bom... Não é esse o ponto. O fato é que a vida em si é uma série de inconseqüentes verdades que nos atravessam a alma à medida que as descobrimos?! Aí está talvez uma boa explicação para aqueles muitos que preferem se fingir de mortos ou simplesmente agir de maneira metodista* e não me refiro ao sentido cristão da palavra.

Não, não condeno quem assim age, pensa ou vive, aliás, quem sou eu para condenar qualquer coisa? Eu mesma já planejei toda uma vida, já amei a rotina. Mas definitivamente seguir rigorosamente qualquer método nunca foi comigo. Nem quando preciso tomar remédio consigo seguir os horários, não chego a ser uma anarquista, mas convenhamos, muitas regras existem unicamente com um intuito: serem quebradas.

O que vale mesmo é ser verdadeiramente feliz sempre! Bom final de semana, bjs!

*Metodista:
1. Pessoa que segue rigorosamente certo método.
2. Rotineiro.
3. Membro de uma comunidade anglicana, fundada no séc. XVIII, em Oxford, por John Wesley, e caracterizada por grande austeridade.